Arquicast 147 – 20 Anos Depois do 11 de Setembro

Nosso mais recente episódio aborda um dos assuntos mais marcantes e trágicos da história recente. Um evento que provocou mudanças radicais nas esferas políticas, sociais e culturais a nível global e que teve como protagonista um ícone arquitetônico americano, cuja simbologia ultrapassou o edifício em si, dando origem a um dos concursos de projetos mais conhecidos mundialmente. Estamos falando do 11 de Setembro de 2001, o dia em que um atentado terrorista matou aproximadamente 3 mil pessoas, feriu mais de 6 mil e colocou abaixo o complexo comercial e empresarial do World Trade Center, do qual faziam parte as mundialmente famosas Torres Gêmeas, em Manhattan, NY.

Passados 20 anos do atentado, muita coisa aconteceu. Num esforço retrospectivo, destacamos momentos chave dessa história, que também originou uma operação urbana sem precedentes e ainda em andamento. Os parceiros nesse desafio são duas “pratas da casa”, que trazem diferentes visões e experiências para compartilhar com a gente. Estão aqui o embaixador do Brasil na índia, escritor renomado e um profundo conhecedor de arquitetura, André Corrêa do Lago; e o Caio Smolareck, arquiteto paranaense, sócio fundador do portal projetar.org.

O extremo sul da ilha, que hoje conhecemos como Lower Manhattan, sempre foi um território de disputa. Entreposto comercial dominado pelos holandeses quando do início da ocupação da ilha, há várias características que fazem deste lugar um ponto fora da curva – ou fora do grid – na lógica de planejamento predominante nesta porção de NY. Como por exemplo, os nomes das ruas e o próprio traçado urbano, herança da presença estrangeira. E foi neste estratégico local que reinaram, por pouco mais de trinta anos, as famosas Torre Gêmeas, projetadas pelo arquiteto americano descendente de japoneses, Minoru Yamasaki. O complexo original projetado por Minoru era composto por 7 edifícios e envolveu a remodelação viária de todo o local, conexão subterrâneas para pedestres e linhas de metrô.

O que se sucedeu após o 11 de setembro, em termos de planejamento e desenho urbanos, é consequência de muitas idas e vindas políticas e econômicas envolvendo a autoridade portuária de NY, a empresa pública que detém a gestão de toda a área, agentes do setor imobiliário, os quais detém o direito de uso dos edifícios, a população em geral e um enorme contingente de arquitetos mundialmente conhecidos, responsáveis pelos projetos nas diferentes escalas dessa grande operação urbana. Isso sem mencionar que todo o processo aconteceu – e ainda acontece – sob o escrutínio da opinião pública mundial. Ou seja, vai muito além do famoso master plan de Daniel Libeskind.

Para conhecer detalhes de bastidores dos concursos, análise dos projetos e muito mais, basta acompanhar nossa conversa. Até a próxima!


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