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	<description>O Podcast de Arquitetura e Urbanismo</description>
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		<title>“Por que nossas cidades são tão&#8230;feias?”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adilson Amaral]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Oct 2016 00:58:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
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					<description><![CDATA[Essa pergunta foi feita a mim (não exatamente com essas palavras). Mas acabei por deixar de fora aspectos estéticos, o que me demandaria uma discussão mais longa sobre o conceito de beleza (o que é realmente belo? A beleza está nos olhos de quem vê?). Nesse sentido, esse texto conta com a boa vontade de ... <a title="“Por que nossas cidades são tão&#8230;feias?”" class="read-more" href="https://www.arquicast.com/2016/10/27/por-que-nossas-cidades-sao-tao-feias/" aria-label="Read more about “Por que nossas cidades são tão&#8230;feias?”">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-264" src="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/DSC00582-1024x384.jpg" alt="dsc00582" width="790" height="296" srcset="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/DSC00582-1024x384.jpg 1024w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/DSC00582-300x113.jpg 300w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/DSC00582-768x288.jpg 768w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/DSC00582.jpg 1600w" sizes="(max-width: 790px) 100vw, 790px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Essa pergunta foi feita a mim (não exatamente com essas palavras). Mas acabei por deixar de fora aspectos estéticos, o que me demandaria uma discussão mais longa sobre o conceito de beleza (o que é realmente belo? A beleza está nos olhos de quem vê?). Nesse sentido, esse texto conta com a boa vontade de quem lê e a liberdade opinativa que me dou nos textos aqui postados.</p>
<p style="text-align: justify;">Imaginei que na cabeça de quem fez a pergunta a seguinte reflexão: “Paris é uma cidade tão bacana&#8230; Roma, então, nem se fala! E a cidade de Nova York? E os monumentos de Niemeyer em Brasília? Por que nossas cidades não podem ser assim? ” Há uma infinidade de respostas a essas questões que uma tese seria pouco. Mas, humildemente, enumero alguns pontos para discussão.</p>
<p style="text-align: justify;">1-O conceito do que é belo, no início desse século XX, se torna algo menos objetivo e mais subjetivo. A arte já não conta tanto com a técnica para ser a balizadora, o que separaria o “bonito” do “feio”. Marcel Duchamps questiona a arte colocando um urinol em um museu e faz a pergunta: “o que é arte? ” Andy Warhol tem como uma de suas obras mais famosas um quadro com a reprodução de uma lata de sopa que é possível ser encontrada em qualquer supermercado americano. Em quadros que mais parecem emaranhados de linhas de tricôs de diferentes cores, Jackson Pollock expõe seu expressionismo abstrato. A consequência disso tudo? A recorrência de filmes, séries, artigos e até novelas que fazem sátira da situação inusitada de não sabermos mais o que é ou não belo. Na novela “Caras e Bocas”, a história principal é sobre um artista plástico que “toma emprestada” telas feitas por um macaco, encontrando sua chance de redenção à crítica.</p>
<p style="text-align: justify;"><img decoding="async" class="alignnone wp-image-224" src="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/marcel-duchamp-254x300.jpg" alt="marcel-duchamp" width="202" height="239" srcset="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/marcel-duchamp-254x300.jpg 254w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/marcel-duchamp-768x907.jpg 768w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/marcel-duchamp-867x1024.jpg 867w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/marcel-duchamp.jpg 1074w" sizes="(max-width: 202px) 100vw, 202px" /><img decoding="async" class="alignnone wp-image-232" src="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/number-one-286x300.jpg" alt="number-one" width="228" height="239" srcset="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/number-one-286x300.jpg 286w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/number-one.jpg 521w" sizes="(max-width: 228px) 100vw, 228px" /><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-226" src="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/warhol-campbells-soup-can-1964-200x300.jpg" alt="warhol-campbells-soup-can-1964" width="161" height="242" srcset="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/warhol-campbells-soup-can-1964-200x300.jpg 200w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/warhol-campbells-soup-can-1964-768x1151.jpg 768w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/warhol-campbells-soup-can-1964-684x1024.jpg 684w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/warhol-campbells-soup-can-1964.jpg 801w" sizes="auto, (max-width: 161px) 100vw, 161px" /></p>
<p style="text-align: left;"><em>Acima, &#8220;Fonte&#8221;(Duchamps), &#8220;Number One&#8221;(Pollock) e &#8220;Campbell&#8217;s Soup I&#8221;(Warhol)</em></p>
<p style="text-align: justify;">2-No mesmo raciocínio, o mundo arquitetônico teve rumo parecido. Fazia todo sentido, no início do século XX, que o surgimento das novas invenções humanas – como os navios, os aviões, as locomotivas, os carros – fossem os perfeitos objetos para a redenção da humanidade. Le Corbusier, o arquiteto mais icônico de todos os tempos, escreve um livro recheado desses novos objetos. Somente uma arquitetura é lembrada em seus escritos: acrópole de Atenas, datada de 450 a.C. Depois da “apologia às máquinas”, a década de 1960 partiu, então, para se retratar ao ver que essa fé era infundada e que a história (ou seja, o que era feito antes da revolução tecnológica) fosse resgatado. Soma-se a isso, a ideia de que expressões e linguagens diferentes eram necessárias para um discurso do belo. Hoje, arquitetos com estéticas tão diferentes, com Frank Gehry, Rem Koolhaas ou Tadao Ando tem seu espaço na vanguarda arquitetônica.</p>
<p style="text-align: justify;"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-235" src="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/dancing-house-prague-cz097-1-226x300.jpg" alt="dancing-house-prague-cz097" width="180" height="239" srcset="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/dancing-house-prague-cz097-1-226x300.jpg 226w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/dancing-house-prague-cz097-1.jpg 376w" sizes="auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px" /><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-238" src="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/4128232866_e2961b93ac_o-1-284x300.jpg" alt="4128232866_e2961b93ac_o" width="227" height="240" srcset="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/4128232866_e2961b93ac_o-1-284x300.jpg 284w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/4128232866_e2961b93ac_o-1.jpg 313w" sizes="auto, (max-width: 227px) 100vw, 227px" /><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-239" src="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/rem-koolhaas-architecture-buildings-001-224x300.jpg" alt="rem-koolhaas-architecture-buildings-001" width="180" height="241" srcset="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/rem-koolhaas-architecture-buildings-001-224x300.jpg 224w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/rem-koolhaas-architecture-buildings-001.jpg 400w" sizes="auto, (max-width: 180px) 100vw, 180px" /></p>
<p style="text-align: left;"><em>Acima, The Rasing Building (Gehry), Vitra Seminar House (Ando) e  De Rotterdam complex (Koolhaas)</em></p>
<p style="text-align: justify;">Vamos analisar nos exemplos que dei anteriormente. Pouquíssimas pessoas no mundo irão dizer que a cidade de Paris não é bela. Ou mesmo Roma (e outras cidades italianas), com sua exuberância e sua referência à arquitetura renascentista. Sobre Brasília, você pode dizer que ela “não deu certo”, mas não se pode negar que os edifícios esculturais e a relação ordenada desses objetos sejam banais. Nova York talvez seja o mais caótico exemplo de algo belo e o que suscite maiores discussões sobre sua beleza, mas sua representatividade como metrópole e seus arranha-céus como representação da ocupação humana sobre a natureza não podem ser ignorados.</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos dizer que é possível fazer uma comparação com a produção de arquiteturas em nossas cidades. Não há leis que permitam o “feio” porque não há como classificá-lo. E, por mais que se concorde ou discorde, isso deixou de ser importante. Talvez essa seja uma das coisas que mais inquiete estudantes e que mais rápidos nós, profissionais, nos resignamos a aceitar. Mas, e se formos para uma discussão mais profunda? Conseguiria algum arquiteto ter a liberdade que temos hoje de fazer uma edificação em Paris sem pensar que sua obra, por mais extraordinária que seja, esbarre nas críticas e na regularidade tão rígida que é sua historicidade, sua alma?</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas coisas são factuais: são poucos os arquitetos que realmente produzem o espaço das cidades. Construir já não é mais privilégio de nossa profissão. E a legislação, cada vez mais, engessa as possíveis boas propostas, em um discurso que prega evitar desastrosos desrespeitos à salubridade e a ocupação desordenada. Verdade é que, nas cidades brasileiras, a legislação não é fator de proibição de insalubridade e desordem que temos. O fato é que discutir a “beleza” se tornou supérfluo. Mas iniciativas como a “Lei Cidade Limpa”, de 2007, nos mostrou que a “feiura” faz mal às cidades.</p>
<p style="text-align: center;"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-242 aligncenter" src="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/Sem-Título-1-279x300.jpg" alt="sem-titulo-1" width="388" height="417" srcset="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/Sem-Título-1-279x300.jpg 279w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/Sem-Título-1-768x826.jpg 768w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/Sem-Título-1-952x1024.jpg 952w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/10/Sem-Título-1.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 388px) 100vw, 388px" /><em>Acima, imagens de São Paulo, antes e depois da &#8220;Lei Cidade Limpa&#8221;</em></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="margin: 0px; color: black; line-height: 107%; font-family: 'Times New Roman',serif; font-size: 13.5pt;">A “beleza fundamental” eu deixo para os versos de Vinícius de Morais. Mas o cuidado com as cidades trago para nossa reflexão. Ordem, proporção, relação com a natureza, com edificações vizinhas, impacto visual, ritmo e visibilidade devem sempre direcionar, mesmo que minimamente, o discurso das cidades. Ou cada vez mais nos esconderemos em nossas cavernas, bunkers, baias de empresa, cafés com música ambiente…ou só sairemos a noite, pois olhar para o que está ao nosso redor será intolerável.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_43" aria-describedby="caption-attachment-43" style="width: 140px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.arquicast.com/?feed-stats-url=aHR0cDovL2FycXVpY2FzdC5ob3NwZWRhZ2VtZGVzaXRlcy53cy9zb2JyZS8%3D&#038;feed-stats-url-post-id=223" target="_blank"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-43 size-thumbnail" src="https://arquicast.hospedagemdesites.ws/wp-content/uploads/2016/07/murf-150x150.jpg" alt="murf" width="150" height="150" srcset="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/murf-150x150.jpg 150w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/murf-300x300.jpg 300w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/murf-256x256.jpg 256w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/murf.jpg 531w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a><figcaption id="caption-attachment-43" class="wp-caption-text">Autor: Adilson Amaral</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Cidade: seu direito, sua vontade.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adilson Amaral]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 29 Aug 2016 21:56:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Acho que, desde quando fazia faculdade de arquitetura e urbanismo, sempre tive a impressão de que o poder público era o único responsável pelo espaço da cidade. Acho que a maioria massiva das pessoas também tem essa mesma concepção. Mas – para melhor ou pior – essa perspectiva mudou. Vivemos num mundo (não é exclusividade ... <a title="Cidade: seu direito, sua vontade." class="read-more" href="https://www.arquicast.com/2016/08/29/cidade-seu-direito-sua-vontade/" aria-label="Read more about Cidade: seu direito, sua vontade.">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-156" src="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/08/vitrine_post_blog_002a.jpg" alt="vitrine_post_blog_002a" width="1600" height="600" srcset="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/08/vitrine_post_blog_002a.jpg 1600w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/08/vitrine_post_blog_002a-300x113.jpg 300w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/08/vitrine_post_blog_002a-768x288.jpg 768w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/08/vitrine_post_blog_002a-1024x384.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /></p>
<p style="text-align: left;">Acho que, desde quando fazia faculdade de arquitetura e urbanismo, sempre tive a impressão de que o poder público era o único responsável pelo espaço da cidade. Acho que a maioria massiva das pessoas também tem essa mesma concepção.</p>
<p style="text-align: left;">Mas – para melhor ou pior – essa perspectiva mudou. Vivemos num mundo (não é exclusividade do Brasil) em que cada vez menos o Estado se mobiliza para mudar a cidade em que vivemos. O principal motivo está na economia mundial, onde os governos passaram a se juntar com empresas de considerável capital para a construção e remodelação da cidade. Os governos não têm mais tanto dinheiro como antes e não conseguem arcar com tantas despesas acumuladas.</p>
<p style="text-align: left;">Dividir essa “parte do bolo” deixou algumas coisas complicadas, principalmente no que diz respeito ao que nós urbanistas chamamos de “direito à cidade”. Via de regra, todo cidadão tem direito à moradia, aos espaços públicos, a usufruir do que a cidade oferece. Mas sabemos que isso não acontece de forma plena pois usufruir da cidade envolve dinheiro: pagar para se locomover em um ônibus, pagar para entrar em um museu, pagar para ir ao cinema, pagar para comer, pagar, pagar, pagar.</p>
<p style="text-align: left;">Num país brutalmente desigual como o nosso, vemos com clareza a divisão de quem pode e quem não pode: asfalto e favela convivem lado a lado, num limite tênue acentuado pela violência urbana, discriminação e exclusão social. Sabemos que muitas pessoas vivem à margem do direito citado acima.</p>
<p style="text-align: left;">Mas, já que é preciso ser e estar na cidade, a união, muitas vezes, acaba fazendo a força: as comunidades, associações de bairro, organizações não governamentais e simples vizinhos tem buscado seus direitos e conseguido, cada vez mais, ganhar a atenção dos políticos e do estado em suas reivindicações, que não são poucas. Cansadas da negligência estatal, essas organizações reivindicam uma cidade também para elas.</p>
<p style="text-align: left;">Ações como o “Ocupa Estelita”, a pedestrialização da Avenida Paulista nos fins de semana e intervenções efêmeras como os <em>parklets</em> &#8211; que utilizam uma vaga de carro para uso de pedestre &#8211; demonstram o engajamento das pessoas. Outras organizações, aliadas a políticos locais, procuram valer de seus direitos e reivindicar nas câmaras municipais o espaço delegado ao público.</p>
<p style="text-align: left;">A consequência é que, num mundo conectado e de redes sociais, as pessoas estão cada vez mais reivindicando a cidade para si. Numa reação antagônica ao isolamento, próprio da cultura digital, a busca por espaços públicos e pelo direito (que vai além) de ir e vir, ganham força com os mais informados, se espalhando rapidamente para os negligenciados. Fazer política hoje é fazer, também, o espaço urbano.</p>
<hr />
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<figure id="attachment_43" aria-describedby="caption-attachment-43" style="width: 140px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.arquicast.com/?feed-stats-url=aHR0cDovL2FycXVpY2FzdC5ob3NwZWRhZ2VtZGVzaXRlcy53cy9zb2JyZS8%3D&#038;feed-stats-url-post-id=151" target="_blank"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-43 size-thumbnail" src="https://arquicast.hospedagemdesites.ws/wp-content/uploads/2016/07/murf-150x150.jpg" alt="murf" width="150" height="150" srcset="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/murf-150x150.jpg 150w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/murf-300x300.jpg 300w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/murf-256x256.jpg 256w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/murf.jpg 531w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a><figcaption id="caption-attachment-43" class="wp-caption-text">Autor: Adilson Amaral</figcaption></figure>
<p style="text-align: left;">
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		<title>O primeiro post</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Adilson Amaral]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 Jul 2016 03:54:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Como um ouvinte de podcast assíduo, sempre fui um entusiasta dessa mídia. Seja por diversão ou por informação, minhas idas e vindas do trabalho e meus dias na frente do computador passavam mais rápido. Por ironia do destino, acabei indo trabalhar mais perto dos meus antigos amigos e com algo que sempre esteve nos meus ... <a title="O primeiro post" class="read-more" href="https://www.arquicast.com/2016/07/27/o-primeiro-post/" aria-label="Read more about O primeiro post">Ler mais</a>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-33 size-large" src="https://arquicast.hospedagemdesites.ws/wp-content/uploads/2016/07/archispeakwebsitebannerdark1-1024x390.jpg" alt="archispeak+website+banner+dark1" width="1024" height="390" srcset="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/archispeakwebsitebannerdark1-1024x390.jpg 1024w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/archispeakwebsitebannerdark1-300x114.jpg 300w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/archispeakwebsitebannerdark1-768x292.jpg 768w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/archispeakwebsitebannerdark1.jpg 1400w" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" /></p>
<p style="text-align: justify;">Como um ouvinte de podcast assíduo, sempre fui um entusiasta dessa mídia. Seja por diversão ou por informação, minhas idas e vindas do trabalho e meus dias na frente do computador passavam mais rápido. Por ironia do destino, acabei indo trabalhar mais perto dos meus antigos amigos e com algo que sempre esteve nos meus planos: voltar a lecionar. Isso me deu oportunidade de voltar aos livros, às conversas sobre a profissão e a pensar na vida acadêmica como um projeto pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">Numas das inúmeras conversas com o Rapha, perguntei se ele não toparia embarcar num projeto de um podcast de arquitetura. Por coincidência, ele teve a mesma ideia. A gente enxergava que existia um nicho de informação pouco explorada pelos arquitetos e que fazer um Podcast que falasse de arquitetura e de cidade (não só para um público de estudantes e profissionais mas também para um público minimamente interessado) poderia ser uma forma de alcançar mais gente e aumentar o debate, que muitas vezes ficava só nas nossas mesas de trabalho ou na reunião de professores.</p>
<p style="text-align: justify;">Viabilizar o projeto não foi fácil. Gravamos um piloto há um ano atrás mas nunca tínhamos tempo pra editar ou colocar outras ideias em prática. Então mais um convite foi feito pra que o peso ficasse menor e a discussão ganhasse mais um ponto de vista. A Renata, no meio das 74 coisas que faz todo dia, topou o desafio. E hoje cá estamos, depois de um ano, colocando nosso projeto na rua.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde a primeira ideia até hoje, o panorama dos podcasts no Brasil não mudou muito, a não ser por algo que estava diretamente relacionado a nós: vimos outros podcasts de arquitetura aparecerem e que tiveram o mesmo olhar atento que tivemos na época. Mas não achamos a “concorrência” ruim, pelo contrário. Acho que quanto mais debatermos nossa profissão e como ela afeta não só nós profissionais mas também pessoas comuns vamos conseguir evoluir enquanto profissionais e enquanto cidadãos. Porque entendemos que esse projeto não é só nosso.</p>
<p style="text-align: justify;">Convidamos a todos vocês a ouvirem o que temos a dizer. E estamos de braços abertos para ouvir a todos a respeito desse trabalho. E, mais do que isso, chamo vocês para colaborarem com o que estamos produzindo, com vocês e para vocês. Ao Rapha e a Renata, meus amigos e confidentes, que essa nossa nova empreitada seja, pelo menos, divertida!</p>
<hr />
<figure id="attachment_43" aria-describedby="caption-attachment-43" style="width: 140px" class="wp-caption alignright"><a href="https://www.arquicast.com/?feed-stats-url=aHR0cDovL2FycXVpY2FzdC5ob3NwZWRhZ2VtZGVzaXRlcy53cy9zb2JyZS8%3D&#038;feed-stats-url-post-id=32" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-43 size-thumbnail" src="https://arquicast.hospedagemdesites.ws/wp-content/uploads/2016/07/murf-150x150.jpg" alt="murf" width="150" height="150" srcset="https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/murf-150x150.jpg 150w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/murf-300x300.jpg 300w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/murf-256x256.jpg 256w, https://www.arquicast.com/wp-content/uploads/2016/07/murf.jpg 531w" sizes="auto, (max-width: 150px) 100vw, 150px" /></a><figcaption id="caption-attachment-43" class="wp-caption-text">Autor: Adilson Amaral</figcaption></figure>
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