Arquicast 084 – Mercado de Trabalho: erros, acertos e carreira

Participam: Adilson Amaral (@adilsonamaral), Aline Cruz (@alinecruzarquicast), Rapha (@_rapha) e Bruno Sarmento (facebook)

Palestra organizada pela Oficina Teia. Realizada em 30/08/2019.

Nós do Arquicast tivemos a oportunidade de participar de um evento sobre mercado de trabalho e as primeiras experiências profissionais, evento esse organizado pelos arquitetos da Oficina Teia, que reúne um grupo de escritórios parceiros em Juiz de Fora (MG). Junto com o arquiteto juiz-forano Bruno Sarmento, falamos de maneira descontraída sobre nossas experiências profissionais, estágios, mercado, tecnologia, entre outros assuntos do interesse de nossa disciplina. Um bate-papo esclarecedor sobre as dificuldades de se começar numa profissão e como cada experiência pessoal interfere nos rumos da carreira que escolhemos.

Nosso papo começa pela importância do estágio na vida do estudante para sua formação técnica e para seu amadurecimento emocional. Com diferentes oportunidades e perfis, compartilhamos nossas histórias e o que aprendemos nessa caminhada. Comentamos também sobre o lado de quem contrata: como escolher um perfil, quando falar não, o que pode ser cobrado, entre outros temas naturais à essa troca de saberes tão comum no ambiente de produção de arquitetura dos escritórios de projeto.

Abrir seu primeiro escritório com amigos é uma prática bastante comum entre os arquitetos recém-formados. Seja trabalhando nos seus próprios projetos ou para outros escritórios, a sedução de concretização de uma ideia atrai a maioria dos que se formam, mas nem sempre garante uma iniciação profissional tranquila e sem tropeços. Pelo contrário. Vários aspectos não previstos interferem e alteram os planos que estabelecemos para nós mesmos profissionalmente: sociedade, estabilidade financeira, interesses pessoais, crises externas, mudanças tecnológicas, novas oportunidades de trabalho. Ainda assim, nossas conversas apontam para a característica plural da arquitetura e os possíveis escopos de atividades que ela permite.

Neste sentido, parece haver espaço para os diferentes perfis de arquitetos e é na ampliação desse entendimento que está uma das respostas ao mutante e instável mercado de trabalho em nossa área. Empreender na construção civil, investir na carreira acadêmica, trabalhar com desenvolvimento tecnológico, especializar em design de objetos, coordenar grandes equipes em projetos multidisciplinares… Há muitas opções para o arquiteto e urbanista desenvolver suas habilidades, inclusive na área de comunicação, como é o caso do nosso podcast. Algo que certamente não podíamos prever logo que nos formamos.

Outra condição de difícil previsibilidade e que altera profundamente as formas de trabalhar com arquitetura é a tecnologia aplicada à produção projetual. Em menos de 20 anos os modos de desenhar se alteraram completamente e impuseram mudanças na organização do espaço de trabalho, na comunicação com as disciplinas parceiras e complementares à arquitetura e na própria formação acadêmica. E nada é definitivo no que tange às maneiras de trabalhar, fazendo com que a capacidade de atualização e adaptação seja uma das principais qualidades que o profissional da arquitetura e da cidade precisa cultivar. Vários exemplos foram comentados sobre a influência dessas questões no dia-a-dia dos convidados.


 




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