Arquicast 162 – A Crítica de Arquitetura

Já há algum tempo a gente queria falar sobre  papel da crítica no campo da arquitetura e urbanismo. Incentivados por 5 artigos publicados no Archdaily, finalmente encaramos esse desafio e convidamos dois colegas que se empenham, e muito, em pensar a produção de arquitetura para além da sua dimensão produtivista. Participam com a gente os arquitetos Gabriel Kogan e Caio Smolarek.

Gabriel parte da sua experiência pessoal, que passa pela formação em jornalismo, complementar à formação em arquitetura. Quando em 2002 começou a escrever críticas de arquitetura para veículos de maior circulação, era um entre muito poucos profissionais dedicados a essa tarefa. Para Gabriel, uma das características fundamentais do exercício crítico e do jornalismo de arquitetura é a capacidade de associar a reflexão teórica à prática profissional.

Caio também sempre buscou, na atividade de escrever, uma forma de pensar sobre sua prática projetual. Além do conhecimento teórico, a atitude reflexiva demanda a habilidade em comunicar claramente uma visão de mundo.

Atualmente, há diferentes maneiras de se manifestar um pensamento crítico sobre as formas de fazer arquitetura. As redes sociais costumam representar um universo de comunicação no qual conhecimento pode ser confundido com mera opinião. E é importante que, ao expressar um pensamento, aquele autor se comprometa a entregar conteúdos que tenham certa permanência e estabilidade, estendendo sua utilidade no tempo e ampliando sua aplicabilidade a diferentes contextos.

O próprio ensino envolve uma postura crítica, avaliativa, mas se difere da atividade crítica pura e simples pela responsabilidade da aprendizagem, pela priorização de processos cognitivos que objetivam diferentes contribuições ao conhecimento arquitetônico e urbano.

A história da arquitetura é um campo onde a crítica é bastante consolidada. Mais do que relatar períodos e estilos, crítica historiográfica deve ajudar a iluminar questões contemporâneas, dando substância concreta à análise do presente. Porém, um historiador não é necessariamente um crítico e, muitas vezes, os métodos de cada um podem diferir significativamente, ao ponto de representarem abordagens bastante contrastantes.

O compromisso da crítica é trazer conhecimentos novos sobre um determinado problema, seja abordando um assunto novo, seja lançando um olhar novo sobre questão paradigmáticas de seu campo de análise. Pressupões uma atitude sempre propositiva sobre a realidade. Mas isso é só o início da conversa. Para saber mais, acompanhe um dos papos mais longos que já fizemos, mas, por isso mesmo, rico em reflexões super pertinentes ao momento atual! Claro, sem perder a leveza de uma boa conversa.

Bom episódio!


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