Arquicast 156 – Formei, e agora?

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    Uma questão sempre muito comentada por nossos ouvintes é sobre as dúvidas que pairam após a conclusão da graduação. Já vai o tempo em que, logo ao formar, tínhamos um cenário profissional relativamente estável e a possibilidade de colocar um planejamento de carreira em ação. Hoje, uma realidade bem menos legível aguarda o recém-formado. E ela traz boas e más notícias.

    O Arquicast convidou arquitetas e arquitetos que se formaram a menos de 5 anos para comentar sobre suas experiências deste momento desafiador e fundamental de nossas vidas. Participam Achilles Barino e Thaynara Faria, sócios da Nó Arquitetura, trazendo a perspectiva de quem optou por trabalhar com projetos; e Larissa Fioravante, mestranda em Ambiente construído pela UFJF, que compartilha as angústias e delícias do início de uma carreira acadêmica na Arquitetura.

    Nossas escolas de formação e nossas experiências ainda como estudantes influenciam as tomadas de decisão que faremos futuramente. A conversa começa abordando exatamente como a faculdade influenciou na visão de mundo de nossos(as) convidados(as). Escolas mais técnicas, voltadas à formação de um perfil mais profissionalizante, podem indicar caminhos mais atrelados à atividade projetual, autônoma ou atrelada ao serviço público. Cursos que dão maior ênfase a pesquisa tendem a direcionar seus alunos para oportunidades de trabalho que valorizem essa atividade. Isso se mostra, também, nas prioridades que dão a exigências de estágio profissional, projetos de pesquisa e extensão. Essas experiências têm o potencial de instigar decisões de longo prazo mais na frente.

    Naturalmente, após a conclusão da graduação, os próximos passos dependem muito do cenário econômico e político do contexto em que se atua. Tal cenário pode ajudar na execução dos planos feitos ou podem inviabilizá-los. Este é outro tópico que abordado no episódio. Faz parte do processo de navegar em águas desconhecidas a necessidade de lidar com frustrações e saber se adaptar. A importância de uma rede de relações e suporte para encarar esses desafios é algo que se mostra uma constante nas diferentes experiências.

    E, não bastasse as incertezas tradicionais desse momento de vida, os profissionais que se formaram recentemente ainda tiveram que lidar com o momento pandêmico extraordinário que vivemos. Para uns, a excepcionalidade da pandemia pode ter indicado oportunidades não previstas; para outros, o distanciamento social e o home-office compulsório foi uma verdadeira alteração de rumo.

    Certo é que nada parece muito certo no futuro. Mas vale lembrar a característica generalista de nossa formação e a crescente demanda por contribuições para a qualidade do meio ambiente em que vivemos. Ambas, informações que sinalizam aos futuros profissionais mais razões para se motivarem e seguirem na busca por conhecimento e experimentação no campo da Arquitetura e Urbanismo.


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